terça-feira, 26 de janeiro de 2010

PEC 300 JÁ - Passeata no Centro 25-01-2010 Bombeiros e Policiais Militares gritam FORA CABRAL.

Fonte:http://wanderbymedeiros.blogspot.com
26/10/2010

PEC 300 JÁ - Passeata no Centro 25-01-2010 Bombeiros e Policiais Militares gritam FORA CABRAL.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Luis Dumont




Vou comerçar a exposição pelo o Homus Hierarchicus (1966). E um primeiro ponto que eu gostaria de ressaltar já aparece no subtítulo da introdução: As Castas e Nós . Aqui, Dumont marca uma oposição entre a ideologia central do nosso sistema social, leia-se da sociedade ocidental moderna, e a do sistema das castas. O autor chama de ideologia a todo sistema de idéias e de valores conferindo a ela um papel central na vida social.
Partindo da suposição de que as castas seriam uma instituição que é “uma negação dos direitos e surge como um obstáculo ao progresso econômico de meio bilhão de pessoas” (p.49), ele vai demonstrar que existe um juízo de valor dos ocidentais a respeito desse sistema. Dumont sustenta ao longo do texto que o sistema de castas não pode ser visto como algo não-humano ou anômalo, mas como uma instituição que deve ser compreendida. Para ele, as sociedades “primitivas” ou “arcaicas” e as grandes civilizações estrangeiras podem nos falar da humanidade em geral, e a antropologia provaria isso ao oferecernos a compreensão das mais diferentes sociedades e culturas. Nesse sentido que o autor considera que a compreensão da sociedade indiana é fecunda, justamente por ser diferente da nossa.
Assim, segundo a abordagem de Dumont, o sistema de castas vai nos ensinar um princípio social fundamental, a hierarquia. Apesar de não nos apropriarmos dele, mas do seu oposto, do igualitarismo moral e político, a hierarquia é importante para compreendermos a natureza desse igualitarismo. Aqui o autor transmite-nos a idéia de que esse outro distante, tão diferente, pode ajudarnos a falar da humanidade, e isso nos levar a pensar que Dumont concebe a antropologia como um discurso que deve falar do homem e da sociedade genericamente.
O livro, como o próprio autor diz, é uma tentativa de apreender intelectualmente outros valores através do sistema de castas para termos uma visão antropológica dos nossos próprios valores. Nesse sentido, vendo que a hierarquia é um construto cultural, a gente também pode encarar o igualitarismo da mesma forma, e não como um valor transcedental ou universal. Dumont está discutindo com o nosso etnocêntrismo- ou o que ele chama de sociocêntrismo-, ao falar em princípio igualitário e princípio hierárquico, aparententeme, como dois sistemas ideológicos, culturais.
Assim um aspecto significativo da sua análise diz respeito a um propósito comparativo. Ele está permanentemente dialogando entre o “nós” e o “outro”. Esse outro, no caso a índia, é um particular através do qual é possível atingir o universal: “(...) só aquele que se volta com humildade para a particularidade mais ínfima é quem mantém aberta a rota do universal”(:52). Como se vê aquela preocupação, que falamos na aula passada, existente na Antropologia Francesa – a saber, a relaçao entre o universal e o particular, entre a unidade e a diversidade – está muito presente em Dumont.
Talvez o que se destaque nessa introdução seja que um livro que vai tratar do sistema de castas indiano e da hierarquia comece com uma reflexão sobre seus aparentes contrários, ou seja, a nossa ideologia. As idéias cardinais dessa ideologia são a igualdade e a liberdade, e com elas o que se vê é uma representação valorizada do indivíduo. A sociologia, diz Dumont, surge discutindo com essa mentalidade individualista, demonstrando, ao invés disso, que o homem não é um indivíduo isolado, mas um homem social.
O indivíduo é um valor, ou antes uma configuração de valores que faz parte da sociedade moderna. Existiriam para Dumont duas configurações sociais, uma corresponde às sociedades tradicionais e a outra à moderna. Na primeira a sociedade é pensada tendo em vista os seus fins, não é vista como um meio para a felicidade individual, mas pelo contrário, se trata de uma ordem hierárquica: cada homem particular deve contribuir para a ordem global, ou seja, as partes aparecem em função da totalidade. Seria essa a visão holística, que concebe ao homem como homem social. A outra configuração seria a das sociedades modernas, onde as partes são mais importantes do que o todo: a sociedade aparece como um meio para que os indivíduos satisfaçam as suas vontades. Seria mais uma visão individualista. Uma sociedade tal como foi concebida pelo individualismo, argumenta Dumont, nunca existiu em parte alguma porque o indivíduo vive de idéias sociais. Outro traço moderno que se opõe ao sistema das castas é a igualdade. Dumont vai desenvolver o ideal de igualdade e liberdade segundo Rousseau e Tocqueville. Ele faz uso desses dois autores como dois ideólogos dessa ideologia igualitária baseada nos indivíduos como seres iguais. Dumont acaba a sua Introdução com uma frase provocadora: a “necessidade da hierarquia”. Ele retoma o Talcott Parsons que colocou em plena luz a racionalidade universal da ação de hierarquizar. E cita um trecho do livro “Novo esboço de uma Teoria da Estratificação”, no qual Parsons mostra que a hierarquia é um produto da diferenciação e da avaliação de coisas ou de elementos numa ordem. Ou seja, aparentemente Dumont estaria pensando a hierarquia como uma forma de classificação e valorização do mundo. Diz Dumont: “...o homem não apenas pensa, ele age. Ele não tem só idéias, mas valores. Adotar um valor é hierarquizar, e um certo consenso sobre os valores ... é indispensável à vida social.” (:66) O que me parece interessante é que ele está vinculando hierarquia ao valor. O que podemos pensar é que hierarquizar está envolvendo uma dimensão moral e não só lógica. Assim, quando Dumont fala em necessidade da hierarquia, não está se referindo à necessidade da diferença do poder, mas está dizendo que o homem age no mundo hierarquizando, dando valores às coisas, às pessoas e às idéias. O autor diz que o ideal igualitário é artificial. De fato, poderíamos pensar que o ideal igualitário é um forma de hierarquizar. Se você parte de um valor que é a igualdade, você já está hierarquizando (ele parece estar jogando com isso). Como ele diz no artigo A Comunidade Antropológica e a Ideologia : a hierarquia de níveis resulta da mesma natureza da ideologia, ou seja, é intrínsica à ideologia, “porque atribuir um valor supõe colocar ao mesmo tempo um não- valor, é organizar ou constituir um dado no qual ficará alguma coisa de não significativa.” (:234).
Posfácio a Edição Tel
No Posfácio, escrito em 1978, o que se destaca é que ele vai sair do contexto etnográfico da Índia para oferecer-nos uma teoria geral da hierarquia. A Índia lhe permitiu ver a oposição entre o englobante e o englobado que vai ser a base dessa teoria.
Nesse momento ele passa a falar da hierarquia desde um sentido mais lógico, como uma relação que se pode chamar suscintamente de englobamento do contrário. A idéia seria a seguinte: a hierarquia é uma relação lógica possível entre duas classes. Tem uma relação lógica que é a simples oposição, o que ele chama oposição distintiva, onde você tem um elemento A que supõe um elemento B. Mas tem uma oposição hierárquica que é aquela em que em um nível os dois elementos são opostos de maneira distintiva (A se opõe a B), e em outro nível esses dois elementos tem uma relação em que um engloba ao outro. Ele vai dar um exemplo extraído da bíblia que é a criação de Eva a partir de uma costela de Adão. Num nível a mulher se opõe ao homem (como Adão se opõe a Eva), mas em outro nível maior, que é pensar no Homem no sentido de Humanidade, a mulher está contida pelo conjunto Homem do qual ela seria um elemento.
O que ele diz é que a mentalidade igualitária perde de vista essa relação hierárquica entre as classes, entre os elementos, porque justamente não vê aquele nível englobante, não vê que os elementos fazem parte de um conjunto e que dentro desse conjunto existe uma relação hierárquica.
Para ele essa oposição hierárquica é um elemento fundamental do pensamento estrutural que a antropologia, provavelmente por fazer parte da ideologia moderna, deixou de lado, focalizando só na oposição distintiva. Dumont conclui afirmando que talvez exista uma única lei em sociologia que poderia chamar de lei de Parsons, pois mesmo que ele não a tenha formulado de forma explícita seria aquela a lei da hierarquia, isto é, que todo elemento é comandado pelo conjunto do qual faz parte.

A Comunidade Antropológica e a Ideologia
Agora vou passar para o artigo “A comunidade Antropológica e a Ideologia” que foi publicado na revista L´Homme em 1978. Neste artigo ele demonstra sua preocupação com a situação fragmentada da disciplina antropológica, principalmente na França. Fazendo uso de Thomas Kuhn, Dumont está chamando a atenção para o fato de que a vida da disciplina se caracteriza por uma revolução estrutural, ou seja, há um desacordo constante entre os antropólogos. A falta de consenso está cristalizada numa proliferação de antropologias. Uma das razões disso, propõe Dumont, deve-se ao fato de que as ciências sociais estão muito expostas às ideologias ambientes, às ideologias da própria sociedade em que essas ciências estão inseridas.
Dado que nos últimos anos a Antropologia está interessada cada vez mais pelos sistemas de idéias e de valores, isto é pelas ideologias, isso merece uma reflexão sobre a ideologia da antropologia como ciência e sobre a ideologia da sociedade moderna da qual a antropologia faz parte. Ou seja, o Dumont volta a problematizar o nós . Assim como fez na introdução do Homus Hierarchicus, agora está fazendo um chamado aos antropólogos a problematizar o nós não só da sociedade moderna, mas também o nós antropológico, o nós antropólogos.
Marcel Mauss, antes de 1900, diz que a “antropologia postula a unidade do gênero humano”, para em seguida considerar as diferenças. Ou seja, a antropologia se funda num encontro de duas dimensões que parecem estar em tensão, a unidade e o universal do gênero humano, e a particularidade e a diversidade. Dumont fala dessa oposição fundante da disciplina em termos do individualismo-universalismo moderno, por um lado, e por outro o holismo, isto é, a perspectiva que considera a sociedade ou cultura fechada em si mesma, que identifica a humanidade com sua forma concreta particular. Ele diz que a antropologia nasce da combinação desses dois termos e que o fato de não contemplar tanto o universalismo quanto o particularismo pode levar a situações como aquela que a antropologia estaria vivendo naquele momento. Aquela fragmentação resulta de uma overdose de particularismo que precisaria ser equilibrada, segundo Dumont, com um pouco de universalismo capaz de reestabelecer o diálogo.
A pergunta que ele se faz é: “como proceder para relacionar de um modo construtivo o individualismo de que somos fruto e o holismo que predomina em nosso objeto de estudo?”.
Dumont faz uma proposta a partir das idéias de Leibniz: cada cultura expressaria, a sua maneira, o universal; isto é cada particularidade exprimiria a unidade. Na verdade é isso o que Dumont faz no Homus Hierarchicus, ele parte desse pressuposto, tentando falar, atráves do sistema de castas indiano, da hierarquia como uma operação universal. O Dumont propõe o modelo de Leibniz como um ideal para orientar o trabalho dos antropólogos.
A reconciliação que Leibniz faz entre o universal e o particular seria mais uma combinação hierárquica dos dois princípios. Num primeiro nível, no nível global, somos necessariamente universalistas. Cada cultura ou cada sociedade expressa o universal a sua maneira. Num segundo nível, no qual se considera alguma cultura ou alguma sociedade particular, a primazia se inverte e se impõe o holismo, e cada sociedade aparece como um universal concreto. Para Dumont, aparentemente, o universal ou universalismo ocuparia um lugar superior na hierarquia, porque para ele não priorizar o universalismo seria destruir a antropologia. Segundo o autor aquela multiplicidade de antropologias, que corresponderia a uma multiplicidade de culturas, seria a destruição da disciplina.
A proposta que Dumont faz para solucionar os males dos quais padece a antropologia não se esgota aqui. Além disso, ele fornece duas sugestões propostas: primeiro, a comunidade antropológica deve definir sua natureza em função da sua relação com a ideologia moderna. E aí aparece o que ele já trabalhou no H.h, a antropologia deve problematizar as noções de indivíduo e de igualitarismo, as quais obstacularizaram o conhecimento das sociedades não-modernas. Uma segunda questão é que “o princípio de unidade da disciplina reside numa comparação dos universais concretos dentro de uma perspectiva universalista”. Isto é, dentro de uma perspectiva universalista, a antropologia tem que comparar universais concretos.
Os universais que ele vai propôr são tipos de relações: a oposição distintiva e a oposição hierárquica. São dois universais que podem permitir a comparação e o diálogo dentro da própria antropologia. A primeira era aquela que opunha dois termos simetricamente, ou seja, nenhum é superior ou engloba ao outro. A segunda, a oposição hierárquica, como podemos ver, implicaria que dois termos se relacionam e se opõem, sendo um o conjunto e o outro um elemento desse conjunto que o contém.
A comunicação no interior da comunidade antropológica requer os conceitos universais, isso para ele é um requisito. Agora o desenvolvimento recente que acentua a especificidade de cada cultura debilita esses universais que ele quer resgatar.
Ele volta a assinalar que a ideologia moderna é hostil à hierarquia, então tende a negár-la. Uma forma de fazê-lo foi a distinção entre fato e valor. Essa distinção que é própria da ideologia moderna, permite eliminar a hierarquia do terreno dos fatos, ou seja, como se os fatos por si não estivessem hierarquizados. Para mim não fica tão claro as implicações dessa distinção na eliminação da hierarquia.
A Antropologia nasce tentando unir a diferença, se encontra com a diversidade mas tem que dar conta também da unidade presente nessa diversidade. O gênero humano é diferente, mas tem coisas em comum. E a hierarquia está na mesma situação, se encontra com coisas diferentes mas estabelece nao só uma relação de oposição, mas também de união, porque quando se hierarquiza se está englobando uma coisa dentro da outra, ou seja, unindo coisas diferentes. A hierarquia concebida como universal permitiria duas coisas: a comparação intercultural e o diálogo dentro da disciplina. Dumont está propondo colocar ou recuperar algumas doses de universalismo no trabalho antropológico.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

CABRAL EXONERA O RELAÇÕES PÚBLICAS DA PMERJ

sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Fonte: http://sobreviventenapmerj.blogspot.com

A assessoria de imprensa do governo do estado do Rio confirmou que o governador Sérgio Cabral pediu a exoneração do major Oderlei dos Santos Alves de Souza, do cargo de relações públicas da Polícia Militar.

Cabral considerou desrespeitosa a declaração que o major deu em entrevista à Globo News na quinta-feira .
"Ele não se comportou como um porta-voz da instituição. Ele se comportou como advogado de defesa dos policiais. Isso eu não admito. Eu não admito porque há registros contundentes de um mal comportamento de um capitão, policiais militares. Um porta-voz da PM não pode se comportar como um advogado da corporação. Isso é um desrespeito à população. Ele não merece ser porta-voz de uma instituição Polícia Militar", declarou o governador.

O major disse que os policais militares que não socorreram e liberaram os supostos assaltantes que assassinaram o coordenador social do AfroReggae, Evandro Silva, cometeram um "desvio de conduta".

MAJOR MINIMIZOU

A Polícia Militar informou que o depoimento dos dois policiais suspeitos de desvio de conduta terminou apenas na manhã de quinta-feira (22), no Rio. Eles estão presos administrativamente no 13º BPM (Praça Tiradentes) desde a noite de quarta-feira (21). Gravações feitas por câmeras de segurança de estabelecimentos do Centro do Rio, exibidas no "Jornal da Globo" de quarta-feira (21), mostram o assalto que terminou com a morte de Evandro João da Silva, de 42 anos, coordenador do grupo AfroReggae, na madrugada de domingo (18).

O major Oderlei afirmou ainda que os policiais prestaram depoimento separaradamente. Em entrevista à Globo News, ele disse também que foi instaurado um procedimento apuratório, e que a prisão disciplinar tem o limite de 72 horas. Após esse prazo, a comandante do batalhão vai deliberar sobre a necessidade deles permanecerem presos ou ficarem em liberdade enquanto transcorre o procedimento. "Qualquer pessoa que fosse identificada na Justiça num primeiro momento não seria presa já que não houve flagrante. Somente na esfera militar é possível realizar essa prisão domiciliar. A PM está sendo rigorosa, mas não pode haver abuso", disse Oderlei. O major Oderlei afirmou também que foram pedidas as imagens sem edição que comprovariam o provável desvio de conduta dos policiais. "Já tivemos exemplos de imagens que mostravam uma coisa e era outra; não quer dizer que seja esse caso", afirmou ele.
Imagens em três câmeras
Segundo as imagens, os policiais teriam deixado os assaltantes fugirem, e teriam omitido socorro à vítima.
O crime aconteceu na madrugada de domingo (18) na Rua do Carmo, esquina com Rua do Ouvidor, e está sendo investigado por agentes da 1ª DP (Praça Mauá). Tudo ficou registrado em três câmeras. Uma delas, instalada em um prédio, mostra a chegada de dois criminosos, à 1h20 da madrugada. Outra câmera, posicionada dentro de uma agência bancária, registra o ataque. Segundo o registro, os criminosos aparecem lutando com a vítima. Em seguida, eles jogam Evandro, que está de camisa branca, no chão e atiram contra ele. Os assaltantes tiram os tênis e a jaqueta dele e fogem. Cerca de 30 segundos depois, uma patrulha da Polícia Militar passa direto por Evandro, que agoniza na calçada. A câmera anterior mostra por outro ângulo a fuga dos criminosos, com os pertences do coordenador na mão, e a chegada da polícia. Um dos policiais aparece com a arma em punho. A impressão que dá é a de que os policiais vão prender os assaltantes. Duas pessoas aparecem pela metade em imagens de um outra câmera. O PM surge com o tênis e a jaqueta vermelha da vítima, e leva tudo para dentro do carro da polícia. Ainda de acordo com as imagens do circuito de segurança, à 1h26m53s, quatro minutos depois da abordagem, um dos suspeitos aparece indo embora.
Comandante da PM pediu desculpas

Depois das declarações do major Oderlei, o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, na tarde de quinta-feira (22), pediu desculpas à família pela omissão de policiais. “A Polícia Militar está solidária com a família, já que havia uma pessoa agonizando. Não vamos permitir qualquer desvio de conduta. Nosso sentimento é de total indignação e solidariedade com a família. É ruim saber que policiais erram. Eles são preparados para agir em situações mais difíceis e agir nas ruas reprimindo delitos. É o que se espera deles”, disse. “A PM errou. Trabalhou mal. Temos que ser maduros e profissionais para admitir o erro. É imperativo pedir desculpas”, completou

sábado, 9 de janeiro de 2010

ECOS DE 1964 - ATENTADO À HIERARQUIA, PRIMEIRO NAS PMs DEPOIS NAS FFAA

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Fonte: http://militarlegal.blogspot.com/
A principal causa da revolução de 1964 foi quando o Governo Federal atentou contra os princípios da hierarquia nas Forças Armadas. Parece que as pessoas não aprendem com a história, pois o mesmo atentado tem ocorrido nos dias atuais,capitaniado pelo governo do PT,utilizando como teste as PMs e caso consigam colocar de joelhos as Corporações Militares Estaduais, certamente a próxima vítima será o Exército.

No Estado do RJ, estamos assistindo a bizarrice de 66 Aspirantes,declarados em dezembro, estarem nas ruas ganhando um salário inferior ao de Cabo,tendo que lhes dar ordem,supervisionarem e minstrar Instrução, pois a política de gratificações implementada pelo Governo Federal tem resultado em uma quebra do escalonamento salarial, implicando seriamente na hierarquia. Já imaginaram o que significa um Técnico Judiciário ganhando um salário maior do que o de um Juiz? Imaginem então as consequências de uma distorção salarial dessa magnitude em uma Instituição Militar?

Ademais, os Aspirantes não devem querer sair Oficial, pois se o forem irão perder a Bolsa Olímpica de R$ 1.200,oo, que será concedida nos próximos meses pelo Governo Federal aos militares estaduais que ganhem até R$ 3.200. Assim também, o Primeiro-Sargento não vai querer sair Oficial QOA, senão perderá a gratificação.Um absurdo total, um verdadeiro acinte contra os princípios da Hierarquia e da Disciplina, bases das PMs e das FFAA.

Cadê a IGPM(Inspetoria Geral das Polícias Mílitares),órgão do Exército Brasileiro,responsável pela supervisão das PMs, que não se pronuncia sobre esse verdadeiro atentado ao estamento militar?

A gratificação pode ser dada,porém deve ser de igual valor para todos os Militares, do Soldado ao Coronel, a fim de não ferir o escalonamento salarial,quebrando assim os princípios basilares das Instituições Militares, a saber, a Hierarquia e a Disciplina.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Contos de Fardas na Política




Video exposto no site: http://contodefardas.blogspot.com/

PRAÇAS DE TODO O RIO DE JANEIRO - URGENTE!!!!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Fonte: http://contodefardas.blogspot.com/

CAROS PRAÇAS DAS POLÍCIAS MILITARES DE TODO O BRASIL:
ESTÁ SENDO VEICULADO NA INTERNET QUE A UNIÃO NÃO ESTÁ INTERESSADA EM BANCAR A BOLSA OLÍMPICA PARA OS OFICIAIS DE POLÍCIA DO RIO DE JANEIRO E FUTURAMENTE DE TODO O BRASIL.
COM ISSO OS OFICIAIS ESTÃO SE MOBILIZANDO PARA QUE O PISO NÃO SEJA IMPLANTADO, POIS SERIA QUEBRA DE HIERARQUIA!!! AH, FALA SÉRIO!!!
QUEBRA DE HIERARQUIA É O MEU SALÁRIO CONTINUAR SENDO DE 800 REAIS!!!!
OFICIAL JÁ GANHA MUITO BEM, OBRIGADO!
O PRAÇA TÁ NA #$$¨&*%$¨¨¨%!
POR ISSO OS OFICIAS ESTÃO SE MOBILIZANDO, MANDANDO E-MAILS PARA A NÃO-APROVAÇÃO DA BOLSA OLÍMPICA.
ENTÃO VAMOS FAZER AO CONTRÁRIO: VAMOS MANDAR E-MAIL PARA QUE SEJA SIM, APROVADA DO JEITO QUE ESTÁ! NÓS SOMOS MUITO MAIS EM NÚMERO!!!
É CHEGADA A HORA!!
SEGUE O LINK PARA MANDAR O E-MAIL: PRONASCI - MJ
VAMOS COMEÇAR A TRABALHAR! VAMOS MANDAR OS E-MAILS!!! 1 POR DIA!!!
AS POLÍCIAS MILITARES SÃO FEITAS DE PRAÇAS!!!!!
VAMOS NOS UNIR!!

A HORA É AGORA!!!!!!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Taxas de homicídios

Direitos Humanos - 05/01/2010 16:31
Observatório de favelas - Noticia & Análises

O Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP) divulgou nesta segunda feira, dia 4, os dados sobre violência no estado, relativos ao mês de novembro de 2009. Comparando com mesmo período de 2008, foram registradas menos 78 mortes por homicídios dolosos (assassinatos), o que representa uma diminuição de 15,1%.

Se considerarmos o “trimestre móvel” que inclui os meses de setembro, outubro e novembro, o índice de homicídios dolosos caiu 14,4%. Isto quer dizer que, em 2009, foram 217 mortes a menos do que no mesmo período do ano anterior.

De acordo com o ISP, houve também uma redução significativa de roubos de rua (transeuntes e coletivos), roubos de automóveis e latrocínios (roubos seguidos de morte). Em 2009, nesses três meses, foram menos 21 pessoas assassinadas por “assaltantes” no Rio.

A queda em algumas taxas foi celebrada por parte dos jornais cariocas e comentada pelo governador Sérgio Cabral, para quem os índices refletem a política de segurança implantada no Rio de Janeiro em 2009.

O pesquisador e professor Luiz Antonio Machado, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), acredita que é preciso analisar os índices com cautela e diz que ainda não há motivo para comemorar. Para ele, afirmar que os números resultam da política de segurança pública vigente “é uma irresponsabilidade do ponto de vista analítico”, comenta.

“As taxas vêm caindo como resultado de um processo de longo prazo, e não da política de segurança, que continua sendo uma política de guerra”, conclui Machado.

O argumento do professor parece encontrar justificativa em uma das taxas apuradas pelo Instituto. Os autos de resistência, título que reúne as mortes ocorridas em confrontos que envolvem a polícia, apresentou aumento de 15,7% (mais 34 vítimas) em relação ao trimestre móvel do ano de 2008. Para além dos dados do penúltimo mês de 2009, os números divulgados na página do ISP mostram que, de uma maneira geral, o ano não foi só de boas notícias no que diz respeito à segurança pública. No primeiro trimestre, 1.695 pessoas foram assassinadas no estado, sendo 622 na cidade do Rio de Janeiro – 39 a mais que em 2008. Destas, 568 mortes ocorreram na Zona Norte e Oeste da cidade, ou seja, mais de 90% dos casos. Esses índices não mereceram comentário por parte do governador ou da imprensa.

É nesse contexto que Luiz Antonio Machado lembra que, apesar da celebração do governo do estado e de parte mídia, o número de homicídios ainda é muito alto. “Não há motivos para soltar fogos”, finaliza o pesquisador.